Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Não há vencedores por acaso

As cidades de Tondela e Viseu viveram, no sábado, momentos de fortes emoções e de enorme alegria com as vitórias dos seus clubes. As subidas à 2.ª Divisão Nacional de futebol foram conseguidas depois de muito sofrimento, mas o desporto, o futebol também é isso mesmo.

            Depois das descidas de Nelas e Penalva, o Distrito corria o risco de ficar fora desta divisão que, não sendo apelativa em termos económicos e desportivos, é sempre a etapa superior ao nível do futebol semi-profissional/amador.

            As expectativas, nestas ocasiões, são sempre as mais animadoras. Viseu correspondeu ao ir a Fontelo apoiar o Académico e mais do que isso, viver intensamente um jogo de futebol.  Uma subida de divisão é um feito enorme, conseguido sempre com dificuldades, com muito espírito de vitória, de conquista. Estes são elementos chaves que têm agora de ser transpostos para a nova época. Aproveitar a onda de ânimo existente. A moldura humana presente no Fontelo no sábado foi demonstrativa que os viseenses gostam de futebol, apreciam este espectáculo desportivo e dizem presente se o que lhes for oferecido for de qualidade, emocionante, apaixonante.

            Futebol sem público não existe, não interessa. Cabe aos responsáveis desportivos modernizarem cada vez mais os clubes, tornando-os transparentes e aglutinadores.

As subidas são tónicos importantíssimos para todos os que servem e têm responsabilidades nos clubes de forma a continuarem a fazer um trabalho que os motiva.

Acredita-se que os dirigentes de hoje têm os pés bem assentes na terra e não mais vão entrar em loucuras que hipotequem o futuro dos clubes. A manutenção neste escalão do futebol português é o objectivo destes clubes.

            Tondela e Viseu têm excelentes estruturas desportivas que oferecem aos seus clubes seniores, cabendo agora a estes fazerem uma gestão realista na área dos recursos humanos.

Uma subida do Académico de Viseu à liga profissional terá de ser feita sempre degrau a degrau, sustentada. Viseu e a região envolvente vão ter de se unir em torno de um Clube que os represente e dignifique, na certeza que todos temos a ganhar.

Escrito por Vítor Santos em 09:39:32 | Link permanente | Comments (0) |

Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Futebol

           O futebol é o jogo mais popular do mundo. É um jogo maravilhoso para praticares e veres. És capaz de ver uma bola e não lhe dares um pontapé?!

            Calcula-se que o futebol, ou o jogo que lhe deu origem, nasceu na China, há cerca de 2000 anos, quando um Imperador obrigava os seus soldados a fazerem um jogo para ganharem resistência física.

            Em Portugal, foi em 1888 que se fez a primeira exibição de futebol. Em Cascais realizou-se esse ensaio para mostrar ao povo português o jogo que já se jogava desde 1863 em Inglaterra.

            Sendo o futebol, sobretudo, um jogo de equipa baseia-se muito nas habilidades individuais dos atletas. Para tal existem escolinhas de futebol em todo o Distrito de Viseu, onde podes aprender todos os princípios do jogo, competindo e aperfeiçoando-te cada vez mais para seres como o Cristiano Ronaldo. É muito divertido aprender as habilidades, as fintas, o controlo da bola quer seja de cabeça, com o peito e as coxas, assim como com os pés.

            O futebol joga-se em qualquer parte do mundo e não precisas de equipamento caro, ou mesmo de muito espaço. Não precisas de ser alto nem forte para jogar. Aparece numa escolinha e marca um… goloooooooooooooooooooo.


                                                             in Suplemento infantil Malta do Jornal do Centro de 27.02.2009

Escrito por Vítor Santos em 16:25:00 | Link permanente | Comments (1) |

Sexta-feira, 06 de Junho de 2008

Viseu no caminho do sonho

           O estágio da selecção portuguesa de futebol em Viseu tem um balanço final bastante positivo. As expectativas foram superadas no que respeita a adesão popular a este evento.

            Muitos pseudo-intelectuais, artistas de "vão de escada" não entendem, não aceitam que as pessoas se mobilizem em volta de uma selecção de futebol. Como se a cultura, o desporto, sejam áreas menores.

            Viseu viveu duas semanas com mais cor. A comunicação social estava por toda a parte da cidade. Todos os recantos foram vistos e revistos nas TV´s portuguesas. A divulgação de eventos foi feita. Nunca Viseu teve tanto tempo de antena.

            Na blogosfera foram muitos que não gostaram de ver Viseu ser «capital» do País na televisão. Pobres mentes que não sabem seleccionar um canal. Usar o comando da TV. No meio de tanta euforia, emoção sempre aparecem os "Velhos do Restelo" que não gostam de nada. Eles a quem nada se lhes reconhece a não ser isso mesmo: falar mal, por falar.

            A vivência dos viseenses com os visitantes foi total. Só o desporto e a cultura conseguem mobilizar as pessoas com um sorriso nos lábios, com umas cantorias, um visual apropriado com o acontecimento.

            O que se passou não foi nem o melhor evento do Mundo, nem o pior. Foi nosso e vivemos como sabemos, como desejamos. Nada mais do que isso.

            Os elementos da selecção visitaram a unidade de pediatria do Hospital de São Teotónio e o Centro de Deficiências Profundas, da União das Misericórdias portuguesas, numa demonstração única de afecto para quem mais precisa e que tem nestes momentos motivos para sorrir. Estas visitas são sempre lideradas por Scolari numa demonstração inequívoca de respeito e carinho por estes cidadãos.

            São estes acontecimentos que têm de ser feitos. Revelados.

            Várias acções paralelas decorreram durante o Estágio e Viseu aproveitou para se promover. São Pedro é que não foi muito colaborante para connosco. O comércio, que atravessa tempos difíceis, não teve a procura que legitimamente esperava. O estágio não era a cura de todos os males mas nos tempos que correm todos os motivos são justos para perspectivar a realização de dinheiro pelo comércio local que tanto dele necessita.

            Em termos desportivos o estágio não foi feito para que os intervenientes no desporto da região aprendessem "coisas" novas, tivessem contactos com outra realidade. Perdeu-se aqui, a meu ver, uma boa oportunidade de proporcionar aos Técnicos, Massagistas e outros elementos ligados ao desporto novos conhecimentos através de profissionais de muita qualidade como são os da Selecção Portuguesa de Futebol. Mas o tempo era de trabalhar para o Euro 2008 e a concentração estava, e bem, virada para aí.

            Uma palavra para a recepção à Selecção por terras helvéticas: emoção. Os nossos emigrantes viveram este momento com grande intensidade e a nós cabe-nos respeitar e dizer-lhes obrigado. A forma com que os seleccionados vão utilizar este apoio incondicional será outra história.

Escrito por Vítor Santos em 17:12:24 | Link permanente | Comments (2) |

Quinta-feira, 29 de Maio de 2008

O Euro Viseu

             O Euro 2008 pode ser um momento de afirmação da selecção nacional de futebol. Portugal, através do desporto, apresenta-se como um país moderno e competitivo.

            Das várias áreas ou actividades é o desporto, o futebol em particular, das poucas em que estamos no Top Ten a nível europeu.

            Chegar a um patamar destes não é uma tarefa fácil. Provadíssimo está que não chega ter bons atletas para se ter êxito. O trabalho, o rigor, a disciplina são aspectos fundamentais para se conseguir o sucesso.

            Viseu tem o privilégio de receber o estágio da selecção para o Euro 2008. Como era previsível, o cidadão comum não tem a noção do que é um estágio de uma equipa profissional de alta competição. Muitos esperavam cruzar-se com a Quaresma, o Moutinho na sua padaria de bairro!

            A concentração a que os jogadores estão sujeitos é muito elevada. Todos os dias têm trabalho físico, técnico, táctico e mesmo mental. Não podem andar no passeio... como todos gostariam que acontecesse. Escolas, lares de terceira idade, instituições públicas e empresas todos gostavam de receber a visita da selecção. Isso não é possível.

            O descontentamento de muitos adeptos da selecção tem sido visível. Todos os motivos são válidos para criticar os atletas. Há muita confusão na cabeça das pessoas que julgam e sentem-se no direito, vá lá perceber-se porquê, de exigir um aceno, um sorriso de cada atleta, mesmo quando este está no seu locar de trabalho (campo). O público atribui, muitas das vezes, o sucesso pessoal destes portugueses à sorte.

            O êxito que alcançam parece fácil a quem não o alcança. Mas a felicidade, reconhecida no sucesso, tem muito de tristeza. O caminho até ao êxito é longo e de noites de solidão, de choro. Muitos destes jovens atletas, hoje de sucesso, viveram desde cedo longe dos seus familiares e são a excepção ao terem a vida que escolheram: futebolistas. O sucesso é uma consequência.

            São centenas os que ficam pelo caminho. Que desistem. Que deitam a toalha ao chão. Viviam de um êxito que ainda não tinham. O talento, muitos têm, mas é o trabalho que faz a diferença entre os que têm sucesso e os outros.

            Viseu tem estado à altura de receber este estágio. Alguns adeptos nem por isso.

            O Teatro Nacional Dn.ª Maria vem fazer uma temporada a Viseu. Façamos este exercício. Seria natural interrompermos os ensaios pedindo acenos, sorrisos?! Claro que não. E muitos outros exemplos se podem dar. O futebol é diferente. Sabemos que sim, mas tem de ser para o bem e para o mal.


            A organização tripartida deste estágio tem encontrado algumas dificuldades em satisfazer todos os pedidos de bilhetes para os treinos e para o jogo. Entradas gratuitas nunca são a melhor forma.

O facto de ter feito o pré-escolar há muitos anos, de ainda não andar na actividade senior, não andar nos passeios de domingo em bicicleta, justifica que não apreciasse ser «convidado» a assistir às sessões de treino. Que ía lá eu fazer se não ando no desporto, não gosto de desporto!!! Mas são opções e agora nada se pode fazer.

Feliz de quem recebeu um bilhete e não precisa de agradecer a ninguém além de si mesmo.

Escrito por Vítor Santos em 17:13:00 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 21 de Maio de 2008

“Somos Todos” & Scolari

            "Somos Todos"


             Viseu está, como previsto, na abertura dos noticiários televisivos, radiofónicos e em dossiers especiais sobre o Euro 2008 na Imprensa escrita. Orgulhamo-nos da nossa Região, de ser Beirões e agora podemos partilhá-lo com o país.

             Alexandre Alves identifica Beirão como " ...um Homem de carácter: vertical, franco e inteiriço" e são estas características que nos vão ajudar a assumir a nossa condição de adeptos, apoiantes de uma paixão nacional. Sem preconceitos ou complexo de inferioridade.

            Mas nós sabemos, os que aqui vivemos, que nem todos têm orgulho em ser Beirão e quando vestem um fatinho com gravata e viajam para Lisboa esquecem-se de quem são, onde pertencem. Passemos à frente.

            A selecção portuguesa já trilha o último caminho antes do Euro 2008. Viseu que se auto-proclama "Coração de Portugal" recebe os jogadores com bandeiras nas janelas, cartazes nos postes de iluminação, cachecóis saídos das janelas dos carros. Aquilino Ribeiro escreveu "Viseu, por si, é uma cidade encantadora" e, quando associada a um evento destes o encantamento torna-se muito maior.

            Hoje a selecção "somos todos", expressão utilizada pelo seleccionador, e em que cada um de nós é parte desse todo. Só assim podemos desfrutar da festa, envolvemo-nos no apoio, na paixão que o futebol ainda tem.

            O Estádio do Fontelo tem-se demonstrado pequeno para tão grande procura. A verdade é que este é o nosso estádio, ou da Câmara se preferirem, e chega perfeitamente para o futebol que temos e que merecemos ter, durante o resto do ano. As infra estruturas desportivas existentes são de qualidade e são suficientes para um clube profissional de futebol. Falta é o clube.

            A requalificação do Fontelo deve englobar o Estádio a médio prazo, mas não é uma prioridade do Concelho em termos desportivos.



             Scolari

            Scolari tem à disposição um lote de excelentes futebolistas. Depois do segundo lugar em 2004 e da 4.ª posição no Mundial de 2006, a ambição pode ser do tamanho do sonho. Sonhar é mesmo uma característica do povo português que, ainda hoje, sonha com o regresso de D. Sebastião.

           Quem neste país triunfa com trabalho, com rigor, com liderança é mal reconhecido ou melhor, invejado. Scolari é um técnico de referência, que tem êxito. Disciplinado, defende o benefício do Todo em sacrifício do individual. Os portugueses são alérgicos à disciplina, têm dela uma visão negativa. A tendência é para associar disciplina com algo que lhes é imposto contra vontade e não algo que se adopta, baseando-se no reconhecimento dos seus benefícios.

           A experiência de Scolari é enorme e a disciplina é a base de uma forte e eficaz liderança. Uma disciplina sensata com regras que podem ser cumpridas na totalidade. Mas é esta disciplina, este rigor que fazem dele um «duro» para os críticos do costume. Um excelente treinador a quem se pede que continue a somar êxitos desportivos no comando da selecção portuguesa.

            Como treinador que é, terá sempre nos resultados desportivos um barómetro e ele próprio saberá fazer a análise dos mesmos em função do seu trabalho e da sua continuidade. Há pessoas assim. Sabem ocupar o seu lugar e por isso, dizem, têm «mau feitio»!

            No campo, Scolari, quase não é questionado. Diz bem do seu valor.

            Força Portugal.

Escrito por Vítor Santos em 15:23:33 | Link permanente | Comments (1) |

Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Prime Time

O estágio da selecção portuguesa de futebol em Viseu é uma oportunidade, quase única, de afirmação da cidade de Viseu e de toda a sua Região.

A comunicação social está presente em Viseu de uma forma nunca vista. Não só o trabalho do campo dos atletas vai ser alvo da sua acção, como todos os eventos e realizações que se desenvolvem à volta deste.

A presença da selecção em Viseu é um acontecimento social que traz à cidade milhares de visitantes e que nos compete a nós, viseenses, receber bem. Serão dias de festa, de animação.

Os hotéis em Viseu encontram-se lotados. O comércio vai ter muito mais procura. Não podemos querer ganhar tudo nestas duas semanas, mas investir no regresso dos visitantes. Viseu tem no Turismo uma aposta grande a fazer.

A Câmara Municipal de Viseu elaborou um programa de actividades que decorrem em paralelo ao estágio que dão mais cor e movimento a esta manifestação desportiva. O regresso da animação da cidade ao Rossio saúda-se pois é, e será sempre este espaço, a sala de visitas e de encontro de todos os viseenses e de quem nos visita.

A actividade desportiva da responsabilidade da CMV tem demonstrado bastante dinamismo e dar mostras de quanto o desporto pode e deve ser importante no desenvolvimento de um concelho, no desenvolvimento dos seus cidadãos.

Hoje, falta-nos desporto de competição em Viseu. Os clubes não conseguem motivar as pessoas, as pessoas fogem de cachecol ao ombro para os grandes clubes. Vá lá perceber-se esta fuga! O Franco, o Pinto e o Vieira agradecem os euros que lhes dão para gastarem nas excentricidades dos seus clubes, na promoção das suas cidades.

Viseu não deve ser só a maior cidade europeia sem comboio como é aquela que não tem uma modalidade desportiva de competição profissional ou mesmo semi-profissional. Eventos como este, estágio da selecção, servem para nos fazer viver o ambiente, o espírito desportivo de uma grande competição. 

A organização profissional deste estágio, a cargo da F.P.F., não permite desvios ao programa e muito público vai ficar decepcionado quando se aperceber que os atletas estão em Viseu para trabalhar e não em passeio. Mas a sensatez vai prevalecer e todos os esforços são válidos para estar perto da festa.

Scolari já escolheu os 23 "Viriatos" e saúdo a selecção feita por quem a deve fazer, por quem tem em posse todos os dados que permitem uma escolha justa e rigorosa. Eu assino por baixo.

Viseu vai sempre ficar ligado a este grupo. O futebol está presente em Viseu transmitindo paixão, festa. Chega de portugalidade negativa e saloia.

Aproveite-se para congratular os intervenientes em todo este processo que levou Viseu a ser a cidade escolhida para a realização de tão importante estágio.

O futebol vai ser o meio e não o fim. Viseu está no prime time.

Escrito por Vítor Santos em 11:05:08 | Link permanente | Comments (2) |

Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

A VERDADE é o que fica no fim

Três anos se passaram e tudo continua igual. Dezenas de artigos, aqui publicados, relataram um pouco do muito que se passa.

Os casos acumulam-se no futebol português. O que vem acontecendo não é mais do que o efeito retardado do que já aconteceu na Europa. Aqui tudo chega mais tarde e, quase, nunca se sai do mero plano de suspeição que se eterniza na morosidade das investigações.

A promiscuidade politica / futebol parece estar enraizada nas Instituições portuguesas que não há forma de ser erradicada.

Problemas financeiros levam à desistência de colectividades históricas e vencedoras no campo desportivo. A gestão das mesmas é que foi sempre feita de uma forma «louca». Ninguém, até hoje, continua a pôr cobro na situação e continuamos a ter clubes com défices financeiros enormes e irrecuperáveis. A própria verdade desportiva está em causa. Quem paga aos seus atletas e técnicos, à Segurança Social, ao Fisco está em desvantagem com os «xicos-espertos» que fazem contratos que não podem cumprir e acabam por não pagar a ninguém.

Espera-se que a nova Lei de Bases provoque uma alteração profunda no desempenho e vivência dos agentes desportivos.

Em Portugal só vive no desporto quem é do "Sistema", nas artes e cultura do "Meio", na política do "Aparelho". Palavras diferentes que definem precisamente o mesmo, a mentalidade portuguesa do Factor C.

Na teoria todos os intervenientes no desporto defendem a modernização, a transparência, o desportivismo. Na prática está tudo igual.

Boas férias.

Escrito por Vítor Santos em 17:04:59 | Link permanente | Comments (4) |

Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Defeso futebolístico

O defeso é a denominação que, em futebol, se dá ao período que medeia entre o final de uma época e o começo de outra.

Nesta fase costuma-se fazer o balanço da actividade do ano anterior e programar a(s) próximas(s). No futebol português a gestão é, ainda, quotidianamente. Desportivamente os sucessos são facilmente identificáveis. Não se descer de divisão já é bom. Subir é excelente.

Apreciar o desempenho de um clube só pelo aspecto desportivo de uma época é redutor. Muitos outros factores deviam ser considerados na análise desse desempenho. Estruturas fisicas, receitas, despesas, captação de sócios, formação/rentabilização de jogadores são elementos essenciais para uma avaliação rigorosa.

Clubes há que a próxima época já tá programada. Começa-se a trabalhar cedo, para depois se poder trabalhar bem. Outros estão mais atrasados pois a época, também, «terminou» mais tarde.

A indefinição directiva em outros clubes complica sempre o estabelecimento de objectivos a curto e médio prazo, assim como a constituição do grupo de trabalho. A parte técnica é sempre de fácil solução. Treinadores e jogadores estão, há muito, habituados a entrar em campo sem aquecer e existem para todos os gostos e feitios.

Os dirigentes é que precisam de mais tempo para tomarem a rédea das situações e se inteirarem do que a sua função exige.

Num tempo em que dirigentes são cada vez menos, em que o associativismo tem gerado poucos directores é de bom senso que a união entre todos aqueles que estão disponíveis prevaleça naquilo que os une: o servir o seu clube.

Escrito por Vítor Santos em 09:35:23 | Link permanente | Comments (0) |

Quarta-feira, 30 de Maio de 2007

O caminho natural

        A escolha de um treinador é sempre um processo difícil. Perfilam-se sempre vários candidatos a exercerem um cargo de treinador em quase todos os clubes. Quem tem de fazer a opção de escolha deve ponderar sempre vários aspectos.

         Assim como os clubes, também os treinadores, possuem características diferentes e têm a sua própria marca. O futebol tem evoluído consideravelmente em termos científicos que dão base ao treino. Os técnicos constituem equipas, as chamadas «Equipas Técnicas», com o propósito de gerirem todas as áreas técnicas, psíquicas e físicas do grupo de trabalho.

         Estratégia, trabalho, disciplina, versatilidade, amizade, psicologia e conhecimento de recursos humanos existentes são termos que hoje, quase todos, os Técnicos dominam.

         As Equipas Técnicas são elas, também, geradoras de novos líderes. O papel exercido pelos colaboradores do Técnico Principal permite a estes a aquisição de inúmeros conhecimentos e vivências que os obrigam mais tarde ou mais cedo a fazerem eles próprios o seu caminho.

         Mourinho é o caso mais mediático de um "Adjunto" que evolui para Técnico Principal. Na região de Viseu outros seguem este caminho. O começo nas camadas jovens e a passagem a uma equipa técnica é, quase sempre, um óptimo caminho. A muitos falta a paciência para passarem por todos estes degraus.

         Em Viseu existem técnicos, que têm condições, para darem o salto para a liderança de uma equipa pelo trabalho desenvolvido, quase sempre, na sombra do Técnico Principal. Prof. João Paulo Correia e Prof. Vitó Marques, são exemplos deste grupo de colaboradores.

Escrito por Vítor Santos em 15:04:18 | Link permanente | Comments (2) |

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Mourinho: The special one

José Mourinho é, justamente, considerado o melhor treinador português.

As derrotas desportivas que tem sofrido nos últimos jogos parecem agradar a muita gente. Muitos portugueses vibram com essas derrotas. Não se compreendem estes sorrisos irónicos por quem tem sucesso profissional.

Mourinho é um dos treinadores com mais êxito desportivo nos últimos cinco anos. O reconhecimento do seu mérito é mundial. A sua reputação só tem sido manchada pelo seu «mau perder».

Sabe-se que, no estrangeiro, Mourinho só é amado enquanto tiver vitórias desportivas. Em Portugal deve ser amado pela qualidade do seu trabalho, pelos êxitos que alcança, por ser um português de sucesso e que não se deixa pisar por ser lusitano. A Inglaterra só o quer enquanto ele ganhar.

O mau perder tem prejudicado a imagem do técnico do Chelsea que continua inebriado na sua pessoa. Não podemos apoiar todos os gestos e atitudes de Mourinho, mas enaltecer a qualidade do seu trabalho. São os próprios atletas a elogiarem-no.

Mourinho promete e tem conseguido cumprir as promessas. É diferente até nisso. Um treinador de futebol é um líder pela função que ocupa. Mourinho já é um líder por natureza.

Os portugueses demonstram não serem capazes de reconhecer o sucesso de um conterrâneo, sem qualquer inveja.

A Liga Profissional Portuguesa de Futebol foi a que teve mais «chicotadas psicológicas», em toda a Europa, durante esta época. Difícil ser treinador de futebol numa mentalidade destas. Não basta a falta de organização e rigor no futebol português!

Escrito por Vítor Santos em 15:39:30 | Link permanente | Comments (1) |