Assembleia do Ac. Viseu: não houve inversão
O Académico de Viseu viveu na sexta-feira mais uma Assembleia-geral. As expectativas criadas por um comunicado da Direcção do Clube foram defraudadas. Apareceram meia centena de sócios dos quais muito poucos tinham perfil ou motivação para poder integrar uma nova Direcção.
O comunicado da Direcção, na qual eu estava integrado, falava em futuro. Dizia: caso não haja inversão, não vislumbramos outra solução que não seja a extinção do CAF. Este alerta chocou muita gente. Não se entende porquê, quando são conhecidas as graves dificuldades pelas quais o Clube passa o abandono a que tem sido sujeito.
Esta Assembleia teve o condão de dar a conhecer a vida do clube aos sócios que andavam afastados, mas não serviu para criar uma solução, um tomar de um novo rumo.
Reflicta-se sobre a vivência actual do clube e discuta-se.
Durante a semana, a comunicação social deu voz a muita gente que se pronunciou sobre o CAF. E tanta insensatez no vocabulário usado!!… Falou-se em cancro, leprosos, defuntos que falta de bom senso. Tanta presunção.
O cidadão anónimo, quando escutado pela mesma comunicação social, teve discurso no sentido contrário de quem tem responsabilidade e demonstrou respeito, carinho pela Instituição.
Para os elementos que compõem a actual Comissão Administrativa vai um voto de força para o trabalho que têm pela frente. É gente que merece a nossa consideração; foram corajosos ao assumir a responsabilidade de assegurar condições para que os nossos jovens acabem a época tranquilamente.
Conheço-os, são gente de trabalho, responsáveis, verdadeiros academistas, mas que precisam de se sentir apoiados por todos nós.
Até final da época, e antes dos períodos de férias, o clube tem de ganhar outro rumo. Adiou-se por mais uns dias a discussão sobre a inversão que o CAF tem de fazer.
Vítor Santos in Jornal do Centro (18-03-2005)