A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige
Desde a primeira hora que sou defensor da criação de um novo clube que, por um lado, tivesse na génese o que de bom há no Clube Académico de Futebol e que, por outro, respeitasse a sua história no desporto nacional.
O Sporting Clube de Portugal modernizou o seu emblema; o Futebol Clube do Porto passou a ter a designação SAD no nome e não deixaram de ser os mesmos clubes. Tudo tem o seu tempo e a forma certa de se fazer as coisas.
A região necessita, urgentemente, de uma agremiação desportiva que congregue todo um conjunto de sinergias dos beirões, independente do bairro, aldeia ou vila em que vivem. A unidade faz a força.
Este clube, substituto de um Académico falido, tem de ser o topo da pirâmide do futebol regional. O que acontece agora é o contrário Triste!
Todos sabemos que as teorias são coisas muito perigosas. Desenhar um clube novo, sem vícios, sem dividas é um projecto aliciante que acredito haver vários viseenses que estivessem dispostos a fazê-lo.
A anterior Comissão Administrativa do CAF propôs a extinção da 3.ª divisão distrital da AFV com o objectivo que ao criar o «clone» do CAF, este começasse a competir na 2.ª divisão distrital, de forma que no prazo de 4-5 anos estivesse no lugar que hoje deixa. Sinal que se trabalhava na criação de um novo clube, na requalificação do Ac. Viseu.
Esta nova Comissão Administrativa optou, no entanto, por outro caminho. Vamos ter de esperar até ao dia 8 de Setembro, data da Assembleia-geral, para sabermos qual a estratégia, qual o caminho que se está a seguir.
Ao que se sabe, e depois de fracassadas todas as tentativas de resolução do caso Paulo Ricardo, a Comissão Administrativa do Académico de Viseu elaborou uma estratégia que tem na base um protocolo com o Grupo Desportivo de Farminhão para que os viseenses não deixem de ter futebol no Fontelo.
Espera-se que a solução que está a ser colocada em prática tenha pernas para andar, e que os responsáveis estejam a interpretar o desejo de toda a região. Eu tenho dúvidas.
O Académico tem de “alimentar-se” dos melhores jogadores que saiam da formação dos clubes da Região. Tem de ser o clube que una todos os outros no mesmo sentido.
Como já referi, o Académico até podia, numa fase transitória, não ter camadas de formação, mas, a tê-las, a equipa sénior tem de ser sempre o principal objectivo para todos os jovens que praticam futebol no Distrito. Caso contrário, o Académico continuará a ser o clube formador que alimenta as equipas da região, com os seus atletas a passarem do Campeonato Nacional da 1.ª Divisão de Juniores, com gastos enormes, para a 1.ª Divisão Distrital da AFV de seniores. Algo está aqui errado!
Contem-se os jogadores que representam o Nelas, o Penalva, o Sátão, o Lamas, que fizeram a formação no Académico de Viseu ! É prestigiante para a formação do CAF ser «fornecedor» a estas equipas de atletas, mas quanto isto custou?! Investimento sem retorno. Muita gente trabalhou com dedicação nesta causa, gratuitamente. Muitos pais contribuíram muito significativamente para a manutenção de todas as categorias a competir, com grande esforço financeiro e de privações de vária ordem. Muito dinheiro foi canalizado para a aquisição de equipamentos, transportes, apoio médico, aluguer de campos, almoços, viagens, etc.
Sabe-se que o Grupo Desportivo de Farminhão vai poder jogar no Fontelo, equipará, provavelmente, com cores do CAF em alguns jogos, será reforçado com meia dúzia de ex-juniores do Ac. Viseu. Onde termina um clube e começa o outro?! Pronunciaram-se os sócios dos dois clubes sobre este protocolo?! Determinaram-se as consequências para os dois clubes?! Que exigências vão ser pedidas ao Grupo Desportivo de Farminhão?!
Em troca, Farminhão seria valorizado com um sintético, cobertura da bancada nesta parceria. Mas quem assegura isso?!
A Câmara Municipal?! Os Repesenses esperam esse sintético (tem 5 equipas federadas), FC Ranhados igualmente, Viseu e Benfica, Lusitano são outros clubes que têm várias equipas a competirem nas diversas categorias.
O Académico de Viseu tem funcionários, tem despesas enormes com as equipas de formação, quais as receitas que vão dar resposta a isto? E os processos em tribunal? As dívidas a ex-profissionais do clube desaparecem com a desistência na participação da equipa no campeonato nacional da 2.ª divisão? A quem é responsabilizado o pagamento da multa de 5.000 pela não participação no Campeonato, depois de já se ter realizado o sorteio?!
Estas e outras questões serão certamente feitas na próxima Assembleia-geral do Clube e para todas elas haverá respostas.
Aí as dúvidas serão dissipadas. A gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige, da forma que melhor defenda a aplicação da estratégia delineada.
Acredito que as pessoas que estão na gestão do futebol academista, que tudo têm feito para não deixar morrer o Clube Académico de Futebol, visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais. visam encontrar soluções que, a curto prazo, rendam ao futebol viseense o voltar a competir nos Nacionais.
Torço para que esta estratégia valorize o futebol regional, caso se venha a concretizar.
O caminho que preconizo era outro, mas serei um apoiante de todas as iniciativas que ocorram na Região que valorizem o desporto, o desportista viseense.
O CAF pode ser requalificado noutro clube.
Para mim “chegava” uma agremiação desportiva de âmbito regional chamado Académico de Viseu. Prescindo da designação de clube e da modalidade para que está mais vocacionado, o futebol no nome do clube.
Bom dia Vitor Santos !
esta sua analise merece a atençâo de todos os intervinientes que de uma maneira ou de outra ,têm trabalhado em prol do CAF,ao longo de todos estes anos .
Apesar da equipa profissional ter vivido cheia de problemas que a levaram a desaparecer,o CLUBE AJUDADO por muitos AMIGOS simples SIMPATIZANTES tais como os atletas que o representam os seus familiares outros CAROLAS que gostam de partilhar do seu tempo com,os jovens e vivem assim o clube mesmo NÂO SENDO socios deveriam contribuem para que o mesmo tenha encontrado muitos e muitos exitos..
SERIA UM FORçA ENORME SE A OPINIÂO DELES NO DIA 8 FOSSE TOMADA EM CONTA….
Bom dia Vitor Santos !
esta sua analise merece a atençâo de todos os intervinientes que de uma maneira ou de outra ,têm trabalhado em prol do CAF,ao longo de todos estes anos .
Apesar da equipa profissional ter vivido cheia de problemas que a levaram a desaparecer,o CLUBE AJUDADO por muitos AMIGOS simples SIMPATIZANTES tais como os atletas que o representam os seus familiares outros CAROLAS que gostam de partilhar do seu tempo com,os jovens e vivem assim o clube mesmo NÂO SENDO socios deveriam contribuem para que o mesmo tenha encontrado muitos e muitos exitos..
SERIA UM FORçA ENORME SE A OPINIÂO DELES NO DIA 8 FOSSE TOMADA EM CONTA….
DESCULPE a mà manipulaçâo.
quero rectificar=NAO SENDO SOCIOS CONTRIBUIRAM PARA QUE …….
Caro Vitor:
A tua análise é sempre bem vinda e merecedora de apreciação, até porque à muito tens batido na tecla, correcta, do aproveitamento da formação do CAF. Eu sempre fui adepto dessa opinião e, no CAF, foi o que já realizei durante dois anos e esteve na base da última subida do club à 1ª Divisão Nacional, onde mais de 50% do plantel era produto da região e dos escalões jovens do club que eu organizei e treinei juntamente com vários colegas - quase todos com formação Académica (como deveria ser agora e não é !). E, já agora, com esse trabalho assente numa séria comissão administrativa de então, o CAF pagou todas as dívidas que tinha, embora fossem os jogadores que lavavam em suas casa os seus equipamentos de treino, estavamos proibidos muitas vezes de treinar no Fontelo e íamos treinar no campo do Mundão sem água quente, não havia almoços nos jogos em casa, etc, etc. O mal esteve uns anos mais tarde com o novo riquismo e megalomanias de alguns dirigentes que conduziram o CAF à vergonhosa situação a que chegou, tendo começado logo por "o maior" que vendeu os apartamentos da nova sede e eram uma mais valia para o futuro do Clube! Que percebiam esses dirigentes de gestão desportiva ou de Futebol? Se criaram dividas, porque não se assumiram para pagá-las? E onde estão os "papagaios" que faziam conferências de imprensa para atacarem e denegrirem os sócios que, de forma legítima, queriam ser esclarecidos sobre a vida do Club e criação da de uma SAD? Será que a culpa morre sempre solteira ?..
O teu artigo só não merece o meu aplauso total quando procuras envolver a politica no Desporto, ao dizeres : " Em troca, Farminhão seria valorizado com um sintético, cobertura da bancada nesta parceria. Mas quem assegura isso?! A Câmara Municipal?! Os Repesenses esperam esse sintético (tem 5 equipas federadas), FC Ranhados igualmente, Viseu e Benfica, Lusitano são outros clubes que têm várias equipas a competirem nas diversas categorias.". Na minha opinião não é por aí que se resolvem os problemas.
Os esclarecimentos devem ser dados a todos os sócios pela comissão administrativa actual que, estou certo, continua a procurar a melhor solução na resolução deste problema, de forma a que o CAF não desapareça e tenhamos FUTEBOL DIGNO E DE QUALIDADE na nossa região no mais breve espaço de tempo. Sem politiquices e de boa fé, é o que os sócios vão analisar no local próprio (Assembleia do CAF dia 8/9/05), de facto, mas sem ironias, tendo em conta que a "gestão do tempo na divulgação da informação cabe a quem dirige, da forma que melhor defenda a aplicação da estratégia delineada".
Pela formação desportiva e credibilidade do Desporto no CAF e toda a Região Viseense
Idalino Almeida
Muito bem Vitor. Acho que o Académico, como clube formador deveria aproveitar melhor os seus atletas. Com tudo o que tenho presenciado na formação do clube, interrogo-me sobre algumas questões, mais que evidentes:
Como é possivel andarmos a formar atletas para os outros clubes e não termos nós o aproveitamento daqueles que formamos e que cresceram com o clube?? Como é possivel não dar continuidade a um projecto sólido que apesar de conter algumas falhas estava no caminho para a médio longo prazo formarmos atletas de eleição? O ano que passou foi provavelmente um dos melhores anos da formação do clube, onde estão alguns dos construtores destes êxitos. O coordenador Rodrigo Magalhães abandonou o clube, ainda não sei se de livre vontade, se por "imposição", como frequentemente acontrecia no passado. Todo o projecto que muitas vezes falava e expunha com garra e determinação parece que vai morrer, terá continuidade? Alguem o continuará? Porque abandonou o clube?… Até tu abandonaste uma casa que ajudaste a criar (escolinhas)…
Não entendo, nem antevejo um futuro promissor.
Boa Sorte Académico