Uma vida inútil é uma morte precoce
Esta semana fica marcada pelo anunciado fim físico do Clube Académico de Futebol. Esta situação até era esperada, em termos de vivência desportiva, com os resultados dos escalões de formação a demonstrarem o mal que vai naquela casa.
Com a, possível, «selagem» da Sede do clube o que fica? Quase nada.
Os problemas financeiros, bastante negativos, permanecem. Só que num outro processo de criação ganhava-se um clube pensado, motivado e organizado.
Os juniores B do CAF foram goleados por 12-1 pelo Porto. A diferença entre as equipas já não é justificativa para este tipo de resultados. Não há responsáveis para assumirem a desmotivação deste grupo de trabalho?! Está-se a fazer formação?! Que jovens se estão a formar?!
Muitos pensam que se pode mentir somente quando se fala e não quando se está calado.
As equipas de iniciação e formação do CAF estão a viver no limite, no risco. Até quando será possível aguentarem? Ultrapassa a centena o número de praticantes dos escalões de iniciação e formação e parece que se continua a olhar, só, para o próprio umbigo.
Agora vamos ver como decorrem as coisas para quem muito deu, pensando sempre estar a fazer bem, de si ao clube. O CAF vai ser uma boa recordação para muitos mas, infelizmente, um mar de problemas para alguns.
A opção tomada do recriado Académico tem sempre de ser colocado em causa, por muito que custe a algumas pessoas.
Viseu trocou um Clube por uma equipa.
Vítor Santos in Jornal do Centro em 28 de Outubro de 2005