Dizer o que se pensa ainda é um prazer caro
Eu estou sempre a surpreender-me. É algo que ainda faz com que a vida valha a pena ser vivida.
Quando escrevi, há 2 semanas atrás, aqui neste espaço fazendo fé nas palavras do candidato vencedor à CMV, Dr. Fernando Ruas, que a sua vitória era também a do Fontelo e do Multiusos nunca pensei gerar uma reacção tão forte por parte de alguma opinião. Mas, até, como sempre achei que a ira calada é a mais perigosa agrada-me o contraditório.
Pensava eu que era o artigo mais consensual de todos até agora e foi precisamente o contrário.
O debate que se gerou à volta do Fontelo prova o carinho e as potencialidades que lhe são reconhecidas e não aproveitadas. Quero e disse-o acreditar que é desta que Viseu através do Fontelo arranca para uma prática desportiva organizada e credível.
Não existe ainda uma movimentação que permita afirmar que a dinamização do Fontelo está em curso, mas acredito que está projectada. Se estivermos sempre à espera de outra oportunidade, estamos a perder o nosso tempo. Hoje tudo tem se ser feito bem e depressa. Devagar, ninguém mais vai longe.
Durante anos os espaços desportivos não acompanharam o crescimento dos concelhos, foram muitos os que não tinha onde praticar desporto, nem sabiam como fazê-lo.
As estruturas desportivas que estão a reforçar o Fontelo são a maior aquisição desportiva que a cidade fez, em que só o uso incorrecto das mesmas pode deitar tudo a perder.
Estamos no século XXI não mais se pode viver do improviso, do remedeio. O Fontelo começa a ter estruturas que podem permitir um desenvolvimento desportivo sustentado na planificação, na organização. Sabendo que clubes existem, recursos humanos também é chegada a altura de criar um projecto desportivo sério.
Quanto ao Multiusos é de reconhecer que não é para assegurar a prática desportiva dos viseenses. Mas quanto a esta estrutura . . .ninguém planeia o fracasso, falha-se muito é nos planeamentos, nas denominações.
Uma acção bem planeada é aquela que assegura a maior felicidade a um maior número de pessoas.
A melhor maneira de ver o nível de vida de uma cidade, de uma população é investigar a qualidade dos seus tempos livres: cultura, desporto e lazer.
Vítor Santos in Jornal do Centro (11-11-2005)
Faltam-me as palavras… para descrever tal tonteria.
É verdade é uma vergonha. Já vi um dizer que vergonha era ser apanhado. Está dito e visto.