Thursday, November 24, 2005

Urge uma política desportiva

O futebol português continua a viver cheio de contradições. Se podemos festejar os apuramentos da selecção portuguesa para o Mundial da Alemanha 2006 e para o Europeu de sub-21, temos de lamentar o desaparecimento de vários clubes e as crises porque passam a, quase, totalidade dos outros.  

Qual é a verdadeira realidade portuguesa? As selecções ou a falência dos clubes portugueses?! A falência, sem dúvida.

        Clube Académico de Futebol, Sport Comércio e Salgueiros, Sporting Clube de Farense, Alverca Futebol Clube são históricos que desapareceram do futebol sénior. Outros virão atrás.  

        O futebol precisa de praticantes federados e de público. Estes são elementos essenciais à vivência do futebol. E são precisamente estes que não existem. 

       As assistências nos campos de futebol são cada vez mais diminutas e o número de atletas federados está longe, muito longe do número desejável. A importação de jogadores, a construção de planteis com dúzias de não portugueses, não é a justificação para o fraco número de praticantes. É a politica de fomentação desportiva ou falta dela que condiciona toda a realidade portuguesa. 

       No Porto, a exemplo, constrói-se uma Sede para a Associação de Futebol do Porto de ostentação de riqueza e os jovens jogam no velhinho, pelado, do Campo da Constituição! 

       Estas são as prioridades de quem dirige o desporto em Portugal. Primeiro são gabinetes, fatos e gravatas e depois as infra-estruturas desportivas. 

       Tem de haver decisões políticas do Governo e das Autarquias, pois são os grandes financiadores dos clubes que, quase, não têm outras fontes de rendimento. 

                   Vítor Santos in Jornal do Centro (25/11/2005)

Posted by Vítor Santos at 14:33:18
Comments

6 Responses to “Urge uma política desportiva”

  1. José Alberto says:

    Caro amigo Vítor. É sempre com enorme prazer e de sorriso nos lábios que leio as tuas crónicas. Eu sei que tu sabes que muitos de nós lemos o que lá está e o que se quer dizer …por isso o sorriso.
    Hoje enquanto esperava a minha vez para cortar o cabelo, desfolho um jornal e que vejo?! "Clubes estão falidos". Mas isso já eu sei e tu escreves há tanto tempo. Só nós é que sabemos?! parece que não. Deve dar jeito este estado de coisas a algumas pessoas.
    No Correio da Manhã http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=182448&p=22&idselect=19&idCanal=19 falam em mais casos de falências. Nós conhecemos a realidade distrital e vimos que são generealizadas.
    Vítor se queres continuar a dar-me o prazer de ler as tuas crónicas, agradeço-te. Mas… se desistires de escrever também te apoio pois entendo-te muito bem, que neste estado de coisas… tasse bem, como diz o meu filho.
    Cumprimentos
    José Alberto

  2. beto says:

    É bem verdade e o mal não é exclusivo do futebol. O futebol é o espelho do País, os clubes vivem, muitas vezes, acima das sua posses.
    A corrupção é como se costuma dizer - "é mato". E no meio disto tudo ainda há tolos que dedicam a estas aldrabices demasiado tempo, atenção, energias e €..
    O Dr. falou muito bem !

    beto

  3. AC says:

    Sábado, Dezembro 10, 2005
    Cartão vermelho: O futebol português está fora de jogo.
    Num trabalho fantástico a revista Visão nº 666, apresenta mais um retrato negro do futebol português que continua a conviver com luxos, balões de oxigénio e raros sinais de esperança para os principais protagonistas (os jogadores).
    Desde de clubes históricos na cena do futebol nacional a fecharem as portas a um crescimento de clubes com os ordenados por pagar durante meses a fio e centenas de artistas no desemprego, todo esse mundo de miséria vive paredes meias com ordenados de luxo de dirigentes.
    Os esquemas que os clubes utilizam para segurar um artista a quem devem ordenados, o papel corrupto dos empresários, as histórias aflitivas de quem está no desemprego, os casos em tribunal, tudo para ler e reler com muita atenção.
    A verdade é que o futebol também é o espelho deste triste país.

    #pub por Jorge Gomes : 6:55 PM 0 comments

  4. Pai Natal says:

    83 - Pai Natal (17-12-2005 - 06:58:05 PM)

    Pólo Norte, 17 de Dezembro de 2005
    Menino Beto :
    Recebi a tua carta e não posso deixar de agradecer e responder.
    Sim já sabia que fabricaram um novo “Académico”, eu não ando a dormir o ano inteiro e a minha fábrica de brinquedos funciona o ano todo, para satisfazer os pedidos de todas as crianças, que se portam bem, e que me chegam de todos os Continentes.
    Sim eu sei que o AVFC nasceu de uma mudança de nome do G. D. de Farminhão, sugerida pelos amigos do Clube Académico de Futebol (O Académico de Viseu) e com a benção do padrinho Dr. Fernando Ruas.
    Tiveram sorte ninguém se ter lembrado antes e numa jogada de antecipação ter aproveitado o nome – Académico de Viseu. Utilizaram aquilo que ainda valia algo num clube, infelizmente, delapidado: o nome, as cores e o seu símbolo.
    Aliás se ainda não soubesse da triste história ficava bem informado com as explicações do meu vizinho, Carlos (Canadá), que já veio confirmar - “ foi só para ganhar tempo” (4 anos segundo o Sr. Jorge Simão ), enfim foi uma falta de respeito e uma deslealdade.
    Como castigo não recebem prendas neste Natal ! Não vale a pena enfeitar a chaminé ! O sapatinho ou a meia vão ficar vazios.
    Feliz Natal !!!
    P.S. Não seja tã

  5. Pai Natal says:

    83 - Pai Natal (17-12-2005 - 06:58:05 PM)

    Pólo Norte, 17 de Dezembro de 2005
    Menino Beto :
    Recebi a tua carta e não posso deixar de agradecer e responder.
    Sim já sabia que fabricaram um novo “Académico”, eu não ando a dormir o ano inteiro e a minha fábrica de brinquedos funciona o ano todo, para satisfazer os pedidos de todas as crianças, que se portam bem, e que me chegam de todos os Continentes.
    Sim eu sei que o AVFC nasceu de uma mudança de nome do G. D. de Farminhão, sugerida pelos amigos do Clube Académico de Futebol (O Académico de Viseu) e com a benção do padrinho Dr. Fernando Ruas.
    Tiveram sorte ninguém se ter lembrado antes e numa jogada de antecipação ter aproveitado o nome – Académico de Viseu. Utilizaram aquilo que ainda valia algo num clube, infelizmente, delapidado: o nome, as cores e o seu símbolo.
    Aliás se ainda não soubesse da triste história ficava bem informado com as explicações do meu vizinho, Carlos (Canadá), que já veio confirmar - “ foi só para ganhar tempo” (4 anos segundo o Sr. Jorge Simão ), enfim foi uma falta de respeito e uma deslealdade.
    Como castigo não recebem prendas neste Natal ! Não vale a pena enfeitar a chaminé ! O sapatinho ou a meia vão ficar vazios.
    Feliz Natal !!!
    P.S. Não seja tã

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