“Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes”
A época desportiva 2005/06 está a marcar o desporto português negativamente. A falência dos clubes, dos sistemas são uma realidade que já não se pode mais ocultar.
A realização de Acções que visam debater o desporto e trabalhar uma renovação da Lei de Bases do Sistema Desportivo têm vindo a multiplicar-se, mas continua a não haver incentivos para o aparecimento de agentes desportivos.
A falta de dirigentes, de pessoas disponíveis para a gestão das Associações, Agremiações desportivas e culturais é um grande entrave ao desenvolvimento de um desporto, sustentado, em Portugal. A profissionalização ainda não é possível num país com as graves dificuldades financeiras e organizacionais como nós, e o dirigismo amador não tem conseguido dar resposta às necessidades cada vez mais exigentes do desporto de competição.
Uma nova estratégia deve ser pensada. Os desportos colectivos são de vital importância na formação da criança/jovem. A Escola, as Associações sabem disso e têm de dar a resposta a essa necessidade. E os Pais?! Que se tornaram os dirigentes, os seccionistas que garantem o funcionamento de muitas equipas? Talvez ensinar os filhos a gostar de outros desportos, de fazer uma educação desportiva diferente da existente.
O Ténis de Mesa, o Judo, o Tiro, o Karting, o Golfe, o Ténis, a Patinagem, o Ciclismo, o Atletismo são modalidades que podem seguir o exemplo positivo da Natação que se pratica no AVFC e que tão bons resultados tem dado ao Clube, Atletas, Treinadores, Pais e… à Cidade.
Vítor Santos in Jornal do Centro (03-01-2006)