Thursday, March 30, 2006

Tentar objectivar o subjectivo

            Como qualquer outra subdivisão que se faça na Imprensa a informação desportiva pressupõe saber específico. Esperava-se que, no Século XXI, o relato escrito dos jogos não fossem feitos pelos curiosos que vão ao fim-de-semana aos espaços desportivos e em seguida telefonam para a redacção a dar as equipas e os comentários aos jogos.

          Infelizmente este fenómeno ainda se verifica, na Imprensa regional, devido aos elevados custos que acarreta ter jornalistas profissionais nos quadros. Mas que isenção tem esta informação?! Pode-se sempre dizer que é melhor ter esta que não ter nenhuma e tem uma certa lógica. As probabilidades de ver um texto publicado sobre a «nossa» equipa aumentam. Mas é perigosa esta aproximação com o jornalista.

          Muitas das vezes o jornalista escreve sobre o que não presenciou, pelo que deve fazer uma escrita informativa, mais factual (constituição das equipas, substituições, acção disciplinar, golos). Num meio pequeno o jornalista é facilmente identificado.

          É que o jornalista é como os treinadores. O seu trabalho é público e diariamente encontra pessoas que se consideram aptos a criticá-lo. Assim como o treinador, o profissional da informação tem sempre alguém na bancada que se diz capaz de fazer uma equipa melhor. Um pode compreender o outro.

          Onde começa o jornalista e termina o amigo? Um e outro descobrem a fronteira no dia em que surge o primeiro choque.

         No mundo do desporto a função do jornalista só encontra paralelo na do treinador.

in Jornal do Centro de 31 de Março de 2006

Posted by Vítor Santos at 21:21:18
Comments

13 Responses to “Tentar objectivar o subjectivo”

  1. rider says:

    Amigo Vitor,
    Quanto ao assunto em causa, eu diria que “Escrever sobre futebol é tentar subjectivar o objectivo” e creio que me faço entender.
    Saudações cordiais.

  2. Pedro Mota says:

    Bom dia, caros amigos
    Lourenço eu tenho evitado escrever muito sobre a realidade quitoidiana do desporto em Viseu, porque como sabe habito em Aveiro e poucas vezes vou a Viseu.
    Estive no entanto no Fontelo há 2 semanas atrás e o velho campo 1.º de Maio está a ficar maravilhoso, assim como o espaço onde ser realizava p hipismo. Olhe que Viseu está a crescer naturalmente e sempre bonita (por acaso estive a ver o album de fotos de Viseu aqui deste blog.)
    As mentaidades é que não acompanharam os novos tempos.
    Já viu a situação dos nossos compatriotas no Canadá? Complicado. O Carlos do Canadá nunca mais apareceu por cá para nos transmitir essa angústia.
    Parece que por aí o Associativismo também está em queda, que pena não haver renovação de gente, para garantir a motivação necessária a se manter as colectivdades em alta. Ainda hoje li que a Desportiva do Sátão também ela corre o risco de fechar este ano.
    Quanto ao Bimbo apraz-me registar o seu tom sarcástico e desta vez tenho de admitir que faz um comentário ao texto sem ser de perseguição ao Sr. Vítor.
    É verdade que muito há a afazer no Fontelo, em Viseu em termos desportivos, mas podemos bater palmas a esta obra concreta do campo 1.º de Maio. Parece-me que foi isso que se quiz transmitir. Espero tirar fotos brevemente para as colocar aqui, se possível. Orgulho-me de ser viseense e levo sempre que posso o meu filho aop Fontelo, à Sé, ao Rossio, etc, etc.
    Bem… quanto ao artigo de hoje, concordo em parte com o que escreve, no sentido que é muito dificil ser-se isento quando o coração é de uma cor, quando um dos clubes é o da nossa terra, quando um dos clubes é onde nós exercemos a nossa colaboração, etc, etc. Mas é bom, sempre, ver a nossa equipa na imprensa por bons motivos, como é o de participarem num qualquer campeonato, de uma quamquer modalidade.
    Sem dúvida que no próximo Sporting-Porto (por exemplo) uns jornalistas vão dizer que é penalty, outros dizems que não, outrso que o árbitro foi casiero, outros que o árbitro benefeciou os visitantes… depende do sitio de onde fôr o Órgão de comunicação social, de que lado for o jornalista.
    UM abraço a todos e até sempre

    Pedro Mota

  3. Pois é desta bez estamos de acordo. Calma aí… nem em tudo !

    Penso que o Sr. Bítor está a exigir demasiado a uma simples biragem de folhas do calendário e ainda mais de um calendário que não é Universal.

    Um balor quer deberia ser unibersalmente cultivado é a “Berdade”. A “Berdade” é por bezes incómoda e quem insistir en dibulgá-la pode passar mal. Os poderes políticos e/ ou económicos, manipulam ou procuram manipular os jornalistas que são os intermediários – os que contam, os que mostram e relatam os acontecimentos.
    Se as Escolas de Jornalismo podem ensinar a técnica para escrever notícias ou crónicas desportibas e ensinar as regras deontológicas, não podem controlar o que se passa na bida real.
    Os jornais e os jornalistas e ainda mais os das terras pequenas, sentem enormes dificuldades. A “Censura” política/económica existe mesmo. A Direcção, o dono do jornal, do pequeno jornal regional ou o jornalista que são pressionados, sentem dificuldades para usar de distanciamento, rigor, isenção e berdade. Quando falamos de Desporto e esta palabra, em Portugal é quase sinónimo de Futebol, a coisa é ainda mais difícil. Muitos jornalistas sofrem de “clubite”, nas formas aguda ou mais habitualmente crónica e ainda nenhum cientista ou laboratórios descobriu remédio eficaz para esta berdadeira praga.
    Nem todos se acomodam, porém a regra é muitas bezes e infelizmente - aceitar e fazer o jogo. No caso contrário o jornal poderá ser considerado um pária e perder a publicidade Instucional, os anúncios das empresas amigas dos políticos no Poder, dos directores, de sócios, simpatizantes do clube, assinantes e o jornalista ainda se sujeita a ser despedido e a levar umas lambadas.

    A Internet e os Blogs podem ser um espaço de liberdade e muitos jornalistas escrevem em Blogs, o que não podem escreber ou dizer noutros media.

    Em Biseu os jornalistas diplomados são poucos, os desportivos ainda menos. Os que existem são “biscateiros”/ ou reformados. Alguns estão em dia com a teconologia, usam máquinas fotográficas digitais e computadores portáteis…

  4. Lourenço says:

    Caro Pedro Mota!
    Claro que Viseu está sempre bonita !
    E é normal que as mentalidades também mudem, normalmente deve ser para melhor mas,também leva o seu tempo a mudar hábitos antigos.
    E muitas vezes o facto de termos sempre que opinar (existe esta palavra ?) e querer ter sempre a última palavra , dizer num meio que era tâo pequeno como a nossa cidade criou sempre muitos Clâs ,porisso penso que com o tempo as mentalidades mudam mesmo causando a perda de certos hábitos que era bastante benéficos para guardar nos mais jovens a alma dos Viriatos ,tais como os Academistas ,os Trambelos ,os Copos de vinho (alunos da escola industrial e commercial ou os copinhos de leite do liceu)
    e muitas coisitas deste género que davam o charme aos Viseenses.
    A questâo do Canadá é delicada vista pelo lado Humano,mas como Imigrante que sou (ou nâo sou ? )sei que as leis da Suiça as devo respeitar assim como todos os estrangeiros que estâo aí em Portugal o devem fazer!
    Só que enquanto o fogo arder na quinta do vizinho a minha está a salvo (mais uma vez aquele hábito do deixa andar até!…….)
    Agora nâo compreendo por que razâo se condenam os embaixadores ou os responsáveis do nosso País .
    A maioria aqui em Genebra só para nâo pagar 10frs (7eur) nâo se vai inscrever ao Consulado e depois gritam ao Deus me acuda…..porque ningu’em se interressa etc etc etc….
    Mas aqui também vamos acabar por sermos melhores com o tempo!
    O Tempo é bom Conselheiro ,um abraço !
    Zé Lourenço .

  5. ... says:

  6. RC says:

    Gostei de ler e acho que este (A. Leitão) Dirigente do Farminhão agora Académico ficou esquecido:

    http://www.diarioregional.pt/4246.htm

  7. Pedro Mota says:

    Bom dia caros amigos (posso já vos tratar assim, penso eu)
    Dr. Lourenço é verdade que as leis dos Países são para se cumprirem. Que o deixar andar é muita das vezes mal conselheiro. Mas choca ver as pessoas (e acreditando no que falam aqui à chegada) que tiveram poucos dias para arrumar a «trouxa» e zarpar!!! Lembro do meu tio qd chegou de Moçambique… custa sempre deixar uma vida para trás.
    Eu tenho acompanhado as noticias e tento estar informado, mas nem sempre o que vimos é a realidade.
    Viseu está bonita, as pessoas apreciam a nossa cidade. Pena que o desenvolvimento não seja harmonioso e que as força politicas não se unam em tornos das verdadeiras causa da cidade.
    Mas também o CAF é o exemplo do que os politicos pouco sabem fazer. Em tempos, ainda estava eu em Viseu, eram directores do CAF tantos e reputados politicos cá do burgo. OLhe o que deu!!
    Aqui em Aveiro, fala-se que caso Viseu passasse o POlitécnico a Universidade Politécnica, corría o risco de se tornar capital da zona centro. Aqui tudo fazem para que Viseu não evolua o Instituto para Universidade. Em Viseu, parece-me, que por causa de guerrinhas de vizinhos não têm noção da arma de desenvolvimento que têm na mão. Mentalidadezinhas.
    Um dia ainda hei-de ir aí. A evolução deve ser maior, mas com defeitos como tudo na vida.
    O Sr. Vítor que me desculpe não comentar o seu texto, mas hoje esta troca de palavras entre amigos soube -me bem.
    E vamos continuando a conversar por aqui, todos.

  8. LOURENçO says:

    Boa-tarde Pedro Mota !
    Fiz o meu Douturado na Escola industrial e terminei com nota POSITIVA nas capelinhas mais
    VIP DA éPOCA ” A MANHOSA ,A TIA IBA, NUMAS QUINTINHAS DE SILGUEIROS ,Penalva ETC ETC…..
    E O PRéMIO NO FINAL FOI TAMBéM DE PEGAR NA TROUXA E LARGAR.
    Eu vi muitas situaçôes com o seu tio, infelizmente mas fico Chocado com a falta de responsabilidade das pessoas e muitas vezes os governantes ( e dou-lhe este exemplo que ontem nas noticias: a Policia Judiciaria salvo em Coimbra nâo têm mais que 100 euros para reparaçâo dos seus automoveis,e sâo as senhoras da limpeza que levam os produtos para fazer o seu trabalho acha isto normal ?
    PEDRO MOTA aqui também existêm outras coisas mas este nâo é país aonde eu nasci!………
    E quando quiser passar por aqui têm a minha casa há sua disposiçâo e pode ligar-me para TEL,0041 22 3229953. TEREI MUITO GOSTO EM O RECEBER assim como ao nosso anfitriâo VITOR SANTOS.

  9. Zed!olhão says:

    Este Vitor não sabe nada de nada sobre jornalistas e vem aqui “arrotar postas de pescada”.Mas sabe ele o que é ser jornalista desaportivo.Em Porugal é facil descrever.O jornalista desportivo p+or exemplo no jornal A Bola é sempre dizer bem do Benfica,aliás este jornal consegue ser mais papista que o próprio papa Bento xvi,isto é ser mais benfiquista do que o próprio jornal do clube.Um Jornal sem credibilidade em que há muito “bateu no fundo”excepto para os benfiquistas. Os jornalistas que ali escrevem são mercenários,salvo honrosas excepçãos.E só num país como o nosso,é que este jornal consegue ser o mais vendido.Honra aos pioneiros do jornal, a maioia benfiquista,mas isento,excepto um “ranhoso” que destoou sempre de seu nome Alfredo Farinha.Quanto ao Jornal Record é como uma rolha à tona da àgua,ora vira-se para o Benfica e vá lá de vez em quando e quando lhe convém para o Sporting. Mas teve ou tem lá um jornalista que é a “escória” do jornalismo português desportivo de seu nome Rui Cartaxana, e vejam lá foi nomeado “provedor” dos leitores. O Jornal O Jogo conectado com o Futebol Clube do Porto,é o mais isento,dedica as mesmas páginas aos três grandes,só que na edição norte dedica a foto qquase sempre a FCPorto,mas está um jornal ìnsipido, nem anda nem desanda.É isto em traços gerais o jornalismo desportivo português.Contribuiram porém, para que não houvesse uma ileterícia ainda maior do que aquela existe.Vejam no intervalo do almoço e passem pelas obras,os trolhase demais pessoal está a ler um destes três jornais. E como a maioria dos licenciados que saem do ensino superior,não sabem mais que os trolhas,antes pelo contrário,ao menos estes sabem do ofício,também se entregam à leitura destes jornais.Jornais de referência,nem “cheiram”.Um país de reallity shows.E Sr.Vitor não queira ser aprendiz de feiticeiro,porque de jornalismo não percebe nada.

  10. Zédaboavista says:

    É assim mesmo ZéOlhão, Viva o Futebol Clube do Porto.
    o resto é conversa, concordo contigo.

  11. Bimbo says:

    Caro ZéOlhão !!

    Vejo que és d’ Olhão e jogas no Boabista…
    Sim concordo em grande parte com o que aqui foi escrito por ti. Acho que foi um bom acrescento ao meu comentário embora mais dirigido ao panorama nacional.
    Continua gostei de te ler. Eu pela minha parte bou ser mais moderado, mas apenas no número das palabras.
    O Bimbo, noutra encarnação, foi descrito como tendo um “estilo de escrita demolidor” e tu ZeOlhão segues a mesma via. Força amigo !

    BIMBO

  12. José António Pais says:

    Vítor não sabia que tinhas este blog. Parabéns e continua a escrever.
    O jornalismo é uma profissão bastante digna mas nem sempre feita da forma mais correcta. Tu próprio não estás isento de criticas na qualidade do trabalho que foi muitas vezes apresentado no teu antigo jornal.
    Mas, mesmo assim, preferia ter O Derby para ler e saber tudo do desporto regional, do que andarmos na ignorância como acontece agora.
    Não sei se falavas de pessoas como eu que por amor ao meu clube sempre escrevemos as crónicas dos jogos das nossas equipas e que tu sempre as solicitavas com tanta motivação e alegria.
    Pode-se ser sempre um pouco «caseiro», mas somos nós os curiosos, como lhe chamas, que ainda levávamos as nossas equipas para as páginas do jornal, que por acaso foste tu que criaste e dirigiste em tão boa altura.
    Não há muitos profissionais a trabalhar e muito deles estão «colados» a amizades e cores. Sabes disso, melhor que eu.
    Mas mais uma vez tenho de dar-te os parabéns por mais esta iniciativa da criação deste espaço e reconheço que estás sempre disponível a melhorar a qualidade do nosso desporto, ou pelo menos a dar-lhe visibilidade.
    um abraço deste teu amigo
    Zé Pais

  13. BIMBO says:

    Muito boa noite:

    Não me parece que tenha passado por aqui o Sr. Luís de Matos !
    Quem passou ontem pelo Largo do Arboredo foi este vosso amigo e lembrou os dias, já distantes, em que aí disputou renhidos desafios de futebol.
    Nunca parti nenhuma bidro, tive essa sorte, outros foram menos afortunados!
    Apenas bi dois garotos e nenhuma bola. Debiam estar a preparar-se para ir jogar nas consolas ou nos seus potentes computadores, onde é muito fácil fazer desaparecer coisas… até as que não se desejam !

    Bimbo, ex-futebolista de rua e do Fontelo.

    P.S. O bidros da casa do João e do seu pai, Nascimento, ficavam mesmo atrás de uma das balizas.

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