Géneros jornalísticos
A comunicação social, desportiva, tem dado pouco relevo do que de bom e mau se passa no desporto. A notícia passa quase sempre pelo resultado, excelente de preferência, de um atleta ou clube. Dos dois géneros jornalísticos: informativos e opinativos, que têm funções diferentes e complementares, só o primeiro em forma de relato aparece.
O artigo de opinião sustentado por uma tese é, muitas das vezes, polémico e é frontal. Não é fácil fazê-lo.
A opinião é, obrigatoriamente, identificada.
A nível nacional a comunicação social desportiva continua a não informar sobre os agentes desportivos que são arguidos no processo apito dourado. Ignora por completo o caso. Quando assim é a nível nacional, imagine-se a dificuldade a nível regional.
Nos últimos anos os clubes instituíram as conferências de imprensa e só aparece quem eles querem e quando querem. A dependência da comunicação social é hoje muito grande em relação às informações recolhidas sobres os clubes.
Os clubes são por sua vez muito dependentes dos poderes políticos em termos económicos.
Perante tudo isso constata-se, facilmente, que em meios pequenos as dificuldades aumentam e aparecem os casos como o do Governo dos Açores que atribui uma verba de publicidade no valor de 100.000€ a um só clube e a imprensa local tem dificuldade em questionar a situação. O jornalismo de proximidade tem poucos recursos humanos e económicos.
Mas há bons exemplos. E são esses de espírito crítico, livre e construtivo que nos dão prazer em ler e ouvir.