Thursday, February 22, 2007

Chicotada psicológica

No desporto usa-se o termo «chicotada psicológica» quando a Direcção de um clube demite o treinador. Presume-se, assim, que quando começa a haver maus resultados, quando os objectivos a alcançarem falham, a demissão do treinador é a solução.

O dinheiro não nasce e o despedimento de treinadores significa sempre mais custos. Será que o Sporting ganhou alguma coisa com Paulo Bento que José Peseiro não tivesse ganho?! Ganhou um gasto acrescido nas indemnizações à equipa técnica que demitiu. Não se podía esperar pelo final do contrato?! Se foi para preparar esta época e ganhar tempo… falhou a estratégia.  

Afirma-se que o F.C. Porto pagava ordenados, numa só época, a 3 ou 4 treinadores! Também por isto o défice da SAD portista é enorme. Difícil é pagar os impostos, é não reclamar subsídios camarários e estatais.

No futebol a equipa que vai nos últimos lugares utiliza a chicotada psicológica como uma mudança, uma motivação extra para o clube. É compreensível e sensato. Os próprios técnicos, são muitas das vezes os próprios a demitirem-se, libertam os clubes de mais encargos e possibilitam a procura de novas soluções.

Quando se vai nos primeiros lugares… não há explicações ao nível de resultados. Se alguém falhou não foram os treinadores e os atletas pois, até, ganham mais jogos que os outros.

As razões para um despedimento, sejam em que profissões forem, devem ser sempre bem clarificadas e justificadas. Subir ou descer não pode ser o fim do mundo no desporto, mas hipotecar um clube em troca do sucesso imediato e efémero… é irresponsabilidade.

Posted by Vítor Santos at 11:48:10 | Permalink | Comments (1) »