Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

A VERDADE é o que fica no fim

Três anos se passaram e tudo continua igual. Dezenas de artigos, aqui publicados, relataram um pouco do muito que se passa.

Os casos acumulam-se no futebol português. O que vem acontecendo não é mais do que o efeito retardado do que já aconteceu na Europa. Aqui tudo chega mais tarde e, quase, nunca se sai do mero plano de suspeição que se eterniza na morosidade das investigações.

A promiscuidade politica / futebol parece estar enraizada nas Instituições portuguesas que não há forma de ser erradicada.

Problemas financeiros levam à desistência de colectividades históricas e vencedoras no campo desportivo. A gestão das mesmas é que foi sempre feita de uma forma «louca». Ninguém, até hoje, continua a pôr cobro na situação e continuamos a ter clubes com défices financeiros enormes e irrecuperáveis. A própria verdade desportiva está em causa. Quem paga aos seus atletas e técnicos, à Segurança Social, ao Fisco está em desvantagem com os «xicos-espertos» que fazem contratos que não podem cumprir e acabam por não pagar a ninguém.

Espera-se que a nova Lei de Bases provoque uma alteração profunda no desempenho e vivência dos agentes desportivos.

Em Portugal só vive no desporto quem é do "Sistema", nas artes e cultura do "Meio", na política do "Aparelho". Palavras diferentes que definem precisamente o mesmo, a mentalidade portuguesa do Factor C.

Na teoria todos os intervenientes no desporto defendem a modernização, a transparência, o desportivismo. Na prática está tudo igual.

Boas férias.

Escrito por Vítor Santos em 17:04:59 | Link permanente | Comments (1) |

Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Defeso futebolístico

O defeso é a denominação que, em futebol, se dá ao período que medeia entre o final de uma época e o começo de outra.

Nesta fase costuma-se fazer o balanço da actividade do ano anterior e programar a(s) próximas(s). No futebol português a gestão é, ainda, quotidianamente. Desportivamente os sucessos são facilmente identificáveis. Não se descer de divisão já é bom. Subir é excelente.

Apreciar o desempenho de um clube só pelo aspecto desportivo de uma época é redutor. Muitos outros factores deviam ser considerados na análise desse desempenho. Estruturas fisicas, receitas, despesas, captação de sócios, formação/rentabilização de jogadores são elementos essenciais para uma avaliação rigorosa.

Clubes há que a próxima época já tá programada. Começa-se a trabalhar cedo, para depois se poder trabalhar bem. Outros estão mais atrasados pois a época, também, «terminou» mais tarde.

A indefinição directiva em outros clubes complica sempre o estabelecimento de objectivos a curto e médio prazo, assim como a constituição do grupo de trabalho. A parte técnica é sempre de fácil solução. Treinadores e jogadores estão, há muito, habituados a entrar em campo sem aquecer e existem para todos os gostos e feitios.

Os dirigentes é que precisam de mais tempo para tomarem a rédea das situações e se inteirarem do que a sua função exige.

Num tempo em que dirigentes são cada vez menos, em que o associativismo tem gerado poucos directores é de bom senso que a união entre todos aqueles que estão disponíveis prevaleça naquilo que os une: o servir o seu clube.

Escrito por Vítor Santos em 09:35:23 | Link permanente | Comments (0) |