Sexta-feira, 16 de Maio de 2008

Prime Time

O estágio da selecção portuguesa de futebol em Viseu é uma oportunidade, quase única, de afirmação da cidade de Viseu e de toda a sua Região.

A comunicação social está presente em Viseu de uma forma nunca vista. Não só o trabalho do campo dos atletas vai ser alvo da sua acção, como todos os eventos e realizações que se desenvolvem à volta deste.

A presença da selecção em Viseu é um acontecimento social que traz à cidade milhares de visitantes e que nos compete a nós, viseenses, receber bem. Serão dias de festa, de animação.

Os hotéis em Viseu encontram-se lotados. O comércio vai ter muito mais procura. Não podemos querer ganhar tudo nestas duas semanas, mas investir no regresso dos visitantes. Viseu tem no Turismo uma aposta grande a fazer.

A Câmara Municipal de Viseu elaborou um programa de actividades que decorrem em paralelo ao estágio que dão mais cor e movimento a esta manifestação desportiva. O regresso da animação da cidade ao Rossio saúda-se pois é, e será sempre este espaço, a sala de visitas e de encontro de todos os viseenses e de quem nos visita.

A actividade desportiva da responsabilidade da CMV tem demonstrado bastante dinamismo e dar mostras de quanto o desporto pode e deve ser importante no desenvolvimento de um concelho, no desenvolvimento dos seus cidadãos.

Hoje, falta-nos desporto de competição em Viseu. Os clubes não conseguem motivar as pessoas, as pessoas fogem de cachecol ao ombro para os grandes clubes. Vá lá perceber-se esta fuga! O Franco, o Pinto e o Vieira agradecem os euros que lhes dão para gastarem nas excentricidades dos seus clubes, na promoção das suas cidades.

Viseu não deve ser só a maior cidade europeia sem comboio como é aquela que não tem uma modalidade desportiva de competição profissional ou mesmo semi-profissional. Eventos como este, estágio da selecção, servem para nos fazer viver o ambiente, o espírito desportivo de uma grande competição. 

A organização profissional deste estágio, a cargo da F.P.F., não permite desvios ao programa e muito público vai ficar decepcionado quando se aperceber que os atletas estão em Viseu para trabalhar e não em passeio. Mas a sensatez vai prevalecer e todos os esforços são válidos para estar perto da festa.

Scolari já escolheu os 23 "Viriatos" e saúdo a selecção feita por quem a deve fazer, por quem tem em posse todos os dados que permitem uma escolha justa e rigorosa. Eu assino por baixo.

Viseu vai sempre ficar ligado a este grupo. O futebol está presente em Viseu transmitindo paixão, festa. Chega de portugalidade negativa e saloia.

Aproveite-se para congratular os intervenientes em todo este processo que levou Viseu a ser a cidade escolhida para a realização de tão importante estágio.

O futebol vai ser o meio e não o fim. Viseu está no prime time.

Escrito por Vítor Santos em 11:05:08 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira, 03 de Abril de 2007

O jogo de uma vida

O quarto maior evento do mundo é o Mundial de Râguebi. Portugal vai estar presente como a única equipa amadora na competição.

Este feito é simplesmente notável. Num país em que o desporto é, na maioria das vezes, uma passerelle de pavões, de improvisos, esta qualificação da selecção portuguesa de râguebi torna-se num exemplo impar no desporto português.

Tomaz Morais, seleccionador português, começou em 2000 a projectar o desenvolvimento do râguebi nacional tendo como alavanca a selecção nacional composta por engenheiros, gestores, médicos, advogados entre outras profissões que têm um nível académico reconhecido. Não é por acaso que estes resultados acontecem. São atletas com cabeça, tronco e membros que sabem o que querem e o que devem fazer. Não deixam de ser homens que também confraternizam.

Aqui não há lugar a dirigentes televisivos.

Portugal vai defrontar a Nova Zelândia num campeonato do Mundo. Algo impensável há menos de 3 anos atrás. É um jogo de uma vida. O resultado será o que menos interessa, na certeza porém, que também nas derrotas desportivas se aprende, se evolui. Isso está garantido. O desporto de competição é isso, disputar o jogo com prazer e competências desportivas e humanas.

O râguebi nunca mais será o mesmo em Portugal. Não se espera grande adesão de jovens para a prática da modalidade, mas ficará sempre um marco, um exemplo de como se deve trabalhar na formação de uma equipa.

São heróis de uma Nação: atletas, técnicos e todo um grupo de acompanhantes dedicados à modalidade.

Escrito por Vítor Santos em 15:26:14 | Link permanente | Comments (1) |