Thursday, May 3, 2007

“Não Querer é Poder”

A propósito do último Benfica-Sporting cabe fazer uma referência à opção do clube leonino em segurar 1 ponto (nos últimos 20 minutos). O futebol português é o do “Apito Dourado”, dos ordenados em atraso, dos estádios vazios, dos comentadores do dia seguinte serem advogados de gravata, dos fracos espectáculos, da Formação coxa. Esta é a caracterização real do futebol português.

Perante isto a opção do Sporting em jogar para a Liga dos Campeões é legítima. Clubes como F.C.Porto, Benfica e Sporting não devem estar ausentes nesta competição.

A vitória no campeonato nacional português ou Liga de uma qualquer empresa começa a ser menos importante. Quem não está na Europa do futebol não existe.

Os milhões de euros que a Liga dos Campeões proporciona e a competitividade desportiva que lhe está inerente são mais do que suficientes para justificar a primazia de lutar por um lugar que dê acesso directo à prova.

Vários clubes abdicam nas competições internas da melhor equipa, numa gestão que lhes permita andar o mais tempo possível nas provas europeias.

Os clubes não podem gerir época a época, têm de ter uma visão estratégica a médio prazo, de forma a não terem num resultado desportivo, menos bom, uma sentença de morte na gestão orçamental.

Não se sabe quando haverá um campeonato europeu de clubes, mas convém desde já ir somando pontos para quando esse momento chegar se estar posicionado na grelha de partida de forma que não se fique de fora.

Não querer é um Poder ao alcance de quem toma opções.

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Wednesday, April 18, 2007

Por uma boa causa não se teme nenhum juízo

Ainda vale a pena lutar por causas?! Quantas vezes não fazemos esta pergunta a nós mesmo?!

Andar no desporto, pelo desporto, pela juventude, pela Instituição Clube, pela região é uma causa!

No desporto há lugar para os profissionais, para os que ambicionam uma carreira mas também para os que estão por gosto, por sensibilidade e conhecimento. Há diferentes escalões, diferentes divisões que permitem espaço para todos.

Seja qual for a forma, que se opte para estar, todas elas são dignas e necessárias, pelo que merecem perante o “poder” da comunicação social o mesmo tratamento em verdade e rigor.

O protagonismo, a assiduidade são coisas diferentes.

No caso, particular, um treinador de jovens assume-se sempre como protector do seu grupo de trabalho, em relação a todos que em face da sua primeira escolha deturpem e ignorem factos. Um treinador de jovens constrói uma alta percentagem do tempo de formação de um atleta. Não pode aceitar que outros julguem o jovem/atleta/equipa de uma forma leviana, pouco rigorosa.

O papel central do treinador no desenvolvimento, no desempenho, na motivação e organização leva-o a ser o escudo do seu grupo de trabalho. Muito do tempo de treino de jovens é ocupado na transmissão dos princípios básicos do desporto em detrimento da táctica. Há outros Valores importantes em jogo. Ainda nem atletas de carreira são…

Escrever num órgão de comunicação não é o mesmo que escrever no jornal do clube, da escola ou da Paróquia. Exige-se mais rigor.

O treinador precisa de estar sempre muito atento.

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Tuesday, April 3, 2007

O jogo de uma vida

O quarto maior evento do mundo é o Mundial de Râguebi. Portugal vai estar presente como a única equipa amadora na competição.

Este feito é simplesmente notável. Num país em que o desporto é, na maioria das vezes, uma passerelle de pavões, de improvisos, esta qualificação da selecção portuguesa de râguebi torna-se num exemplo impar no desporto português.

Tomaz Morais, seleccionador português, começou em 2000 a projectar o desenvolvimento do râguebi nacional tendo como alavanca a selecção nacional composta por engenheiros, gestores, médicos, advogados entre outras profissões que têm um nível académico reconhecido. Não é por acaso que estes resultados acontecem. São atletas com cabeça, tronco e membros que sabem o que querem e o que devem fazer. Não deixam de ser homens que também confraternizam.

Aqui não há lugar a dirigentes televisivos.

Portugal vai defrontar a Nova Zelândia num campeonato do Mundo. Algo impensável há menos de 3 anos atrás. É um jogo de uma vida. O resultado será o que menos interessa, na certeza porém, que também nas derrotas desportivas se aprende, se evolui. Isso está garantido. O desporto de competição é isso, disputar o jogo com prazer e competências desportivas e humanas.

O râguebi nunca mais será o mesmo em Portugal. Não se espera grande adesão de jovens para a prática da modalidade, mas ficará sempre um marco, um exemplo de como se deve trabalhar na formação de uma equipa.

São heróis de uma Nação: atletas, técnicos e todo um grupo de acompanhantes dedicados à modalidade.

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Thursday, March 22, 2007

Fontelo: pulmão da cidade

 A comemoração do Dia Internacional da Árvore remete-nos para a mata do Fontelo e a sua importância na prática desportiva. O parque Municipal do Fontelo, alem de ser uma referência botânica, é um espaço de excelente qualidade para a prática do desporto.

Há muito que se defende um projecto de requalificação para este espaço, que acolha a prática desportiva (amadora e profissional) sem ferir o meio ambiente. Tem-se verificado pontualmente a renovação de infra estruturas desportivas.

Os atletas que praticam a sua actividade desportiva na Mata do Fontelo são os primeiros na guarda deste pulmão da cidade. A autarquia deve dar mais atenção a este Parque assegurando a manutenção e renovação da floresta e equipamentos existentes.

A procura acentua-se nos finais das tardes e fim de semanas pelo que se justifica a existência de responsáveis técnicos desportivos, cuja formação adequada lhes permitia não só promover o desporto, orientar os desportistas como a protecção da natureza.

Uma actividade física bem escolhida, correctamente doseada, de acordo com os gostos de cada um, contribui para uma melhor qualidade de vida.

Todos nós sabemos que ainda fazemos pouco exercício, pelo que, se deve através desta conjugação - natureza/desporto - promover e motivar os cidadãos a cuidarem melhor do seu organismo. A capacidade de resposta às diversas agressões a que o nosso corpo está sujeito será, assim, mais eficiente.

O Fontelo tem de ser preservado e são os atletas que o frequentam os seus maiores defensores, nunca é demais dizê-lo.

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Wednesday, March 7, 2007

Desporto melhor e mais bonito com Elas

Comemora-se o Dia Internacional da Mulher. Seria mais um simples dia de semana, de trabalho, não fosse esta particularidade.

A nós cabe-nos questionar o porquê da existência de poucas mulheres no desporto, em especial no dirigismo.

E seriam bem vindas, sem cotas, mas pelo valor que têm. Portugal é um dos Países com mais mulheres que homens, mas em que o machismo está ainda muito enraizado.

Ao nível de praticantes já hoje podemos afirmar que a integração da mulher é quase total, sendo no entanto, só, nos desportos individuais que o reconhecimento pelas suas perfomances é exorbitado.

As modalidades colectivas são vistas ainda como lazer, ignorando-se o trabalho e sacrifício que tantas jovens e mulheres fazem. E já há muita qualidade técnica e táctica nas equipas femininas.

O papel da mulher nesta prática desportiva tem vindo a desenvolver-se de uma forma lenta. A população feminina tem se afirmado na sua posição e na existência de uma mulher com renovadas características: ágil, segura, confiante e possuidora da capacidade de enfrentar os desafios dos novos tempos, sem nunca perder a sua feminilidade.

As mulheres não deixam de o ser por serem desportistas e a sociedade tem de se abrir para esta realidade.

Muitas são exemplos disso. Os ídolos não o são pelo sexo, mas pelo sucesso.

A tudo isto falta acrescentar a beleza, sensualidade, sensibilidade, dedicação, valores que as mulheres têm e que o desporto urge em receber para os poder transmitir às novas gerações.

O desporto é muito mais bonito e melhor com ELAS.

Parabéns.

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Thursday, February 22, 2007

Chicotada psicológica

No desporto usa-se o termo «chicotada psicológica» quando a Direcção de um clube demite o treinador. Presume-se, assim, que quando começa a haver maus resultados, quando os objectivos a alcançarem falham, a demissão do treinador é a solução.

O dinheiro não nasce e o despedimento de treinadores significa sempre mais custos. Será que o Sporting ganhou alguma coisa com Paulo Bento que José Peseiro não tivesse ganho?! Ganhou um gasto acrescido nas indemnizações à equipa técnica que demitiu. Não se podía esperar pelo final do contrato?! Se foi para preparar esta época e ganhar tempo… falhou a estratégia.  

Afirma-se que o F.C. Porto pagava ordenados, numa só época, a 3 ou 4 treinadores! Também por isto o défice da SAD portista é enorme. Difícil é pagar os impostos, é não reclamar subsídios camarários e estatais.

No futebol a equipa que vai nos últimos lugares utiliza a chicotada psicológica como uma mudança, uma motivação extra para o clube. É compreensível e sensato. Os próprios técnicos, são muitas das vezes os próprios a demitirem-se, libertam os clubes de mais encargos e possibilitam a procura de novas soluções.

Quando se vai nos primeiros lugares… não há explicações ao nível de resultados. Se alguém falhou não foram os treinadores e os atletas pois, até, ganham mais jogos que os outros.

As razões para um despedimento, sejam em que profissões forem, devem ser sempre bem clarificadas e justificadas. Subir ou descer não pode ser o fim do mundo no desporto, mas hipotecar um clube em troca do sucesso imediato e efémero… é irresponsabilidade.

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Wednesday, February 7, 2007

Blogosfera

A blogosfera tem vindo a crescer. É através dos blogs que os intervenientes e adeptos do desporto regional comunicam entre si.

É na Internet que todos temos acesso a muita (des)informação desportiva regional que nos era omitida. De louvar todos quantos fazem este trabalho, de uma forma descomprometida, mas de grande utilidade.

Muita da discussão tem sido feita através destes blogs, tal como o envenenamento. Deve-se, no entanto, continuar a discutir, sempre que haja assunto para se debater desta forma. O leitor seleccionará a informação credível, do «lixo».

O anonimato ou um nick, são as formas mais utilizadas pelos internautas para exprimirem ou incentivarem uma discussão. Não é de todo reprovável se ajuda a expor o tema. Pode ser um mecanismo útil para as pessoas se libertarem.

As pessoas de bem não precisam de anonimato se todos os que as rodeiam também o fossem, pode justificar só por si muitos dos comentários serem anónimos.

O anonimato pode não ser em si mesmo desejável, mas é muitas vezes uma resposta racional a um mundo que é tudo menos perfeito, a melhor coisa a fazer no meio de uma situação adversa.

Não incentivamos o anonimato mas necessitamos dele, alcançamos muita da informação que desejamos.

A Internet é hoje uma ferramenta indispensável a qualquer Instituição e o seu potencial é enorme no serviço que pode prestar, neste caso ao desporto. Não comunicar é, nos dias de hoje, suicídio. É deixar que os outros definam a nossa agenda, tracem o nosso caminho.

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Wednesday, January 24, 2007

“Um pouco de sinceridade pode ser bem perigoso, muita sinceridade é absolutamente fatal”

No início deste Século a história do futebol em Viseu fez uma viragem. Uma vez ultrapassado o apogeu, a curva da evolução, começa então o declive dos acontecimentos, o desenvolvimento em sentido inverso. As coisas avançam cada vez mais depressa à medida que se aproximam do seu limite.

O fim chegou rápido ao Clube Académico de Futebol.

Não existiu um pressentimento do sintoma do fim, de que estava a acabar a história viva do clube.

Eis que chega uma tentação demoníaca: munida de uma memória artificial, dos signos do passado (emblema e nome comercial), para enfrentarem uma ausência de futuro e os tempos de tempestade que estão a chegar. Não estarão as pessoas a enterrarem-se, em busca de uma ressurreição improvável? O pior é que não há fim de nada e tudo isto continuará a desenrolar-se de uma forma lenta, fastidiosa. Porque, no fundo, o CAF já está morto e, em vez de haver uma resolução, feliz ou trágica, um destino, temos um fim contrariado, uma recusa da morte.

Assim, o AVFC tem vivido acontecimentos quase irreais, acontecimentos sintomáticos de caos, de uma credibilidade imediata (dada por um ou outro jornalista), mas de uma indeterminação enorme. 

Estamos perante um processo paradoxal de recessão?! Parece que a cidade está farta de se alimentar com esperanças, com ilusões.

Uma coisa é certíssima: se não há futuro também não há fim.

Em várias oportunidades, tenho formulado um juízo negativo a esta situação. São reflexões, assinadas, de quem viveu por dentro o CAF e hoje não se revê, mas respeita, o AVFC.

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Wednesday, January 10, 2007

O derby de Viseu

O Estádio do Fontelo vai ser, este sábado, palco do derby da cidade de Viseu em futebol sénior. Aqui está, estava, uma oportunidade para se promover o futebol viseense, que tanto precisa.

Não tenhamos dúvidas de que o futebol consegue agitar - e de que maneira - a cidade. É preciso querer fazê-lo. Saber fazê-lo.

Este jogo constitui um agradável pretexto para chamar os viseenses ao seu Estádio, que tão vazio tem andado.

Mas mais do que um jogo de futebol tem de ser um espectáculo desportivo. A rivalidade existente pode e deve ser explorada por quem tem obrigação de promover o desporto, a prática desportiva.

Na realidade, são acções de promoção, todas as que levam ao cidadão o interesse, conhecimento do jogo e das vantagens de participar nele. Na prática não existem por cá.

A hora do jogo vai proporcionar que, quase, todos que estão envolvidos no desporto estejam disponíveis e possam assistir. Talvez seja este o único público actual no futebol viseense.

A comunicação social regional não tem motivações, aparentes, para fazer o lançamento de um jogo, de um espectáculo desportivo como este. As rádios não fazem cobertura jornalística do mesmo. Este espectáculo já não vende.

Muitos anos depois, volta a haver em Viseu o derby entre dois clubes que habitam no centro da cidade. O primeiro deste novo Académico de Viseu Futebol Clube.

Como o êxito é, hoje, a única medida do mérito e não se desculpam de modo algum aos homens que não vençam, façamos votos para que sejamos todos vencedores.

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Wednesday, December 27, 2006

Quem namora pelo fato, leva o Diabo ao contrato

 Foi com surpresa que a opinião pública viseense leu um texto inserido no site oficial do Académico de Viseu. Não podemos considerar um comunicado, uma directiva pois não está assinado e refere-se a alguém em… código!

Não se percebe este tipo de recado. Já em 2004 as mensagens em código deram maus resultados, pois não resolveram nada e colocaram todos sob suspeita.

Falta comunicação interna dentro do AVFC?! Organizem-se. Parece que se confirma o pior dos cenários: um novo clube com defeitos velhos.

Esperam-se esclarecimentos ou talvez não. Um facto é indesmentível, a classificação do clube no campeonato distrital da AFV não corresponde, minimamente, ao ensejo dos adeptos academistas. A época futebolística da equipa sénior não está perdida, está comprometida e pode arrastar o clube.

Falar agora que o processo começou mal, não vale de nada. Nunca ninguém respondeu (também ninguém questiona) onde está a Empresa Holandesa de Telecomunicações que iria patrocinar o clube e que foi apresentada pelo Senhor Engenheiro na Assembleia Geral? Afinal a montanha pariu … um rato.

O concelho de Viseu tem as suas equipas na Divisão de Honra da AFV abaixo das expectativas. Mas se Lusitano e Viseu e Benfica fazem a sua caminhada tranquila, não hipotecando o clube na equipa sénior, já o AVFC nasceu para chegar em dois anos aos nacionais e cheio de promessas, mas estas baseiam-se nas aspirações permanentes do homem.

Feliz ano de 2007 a todos os leitores e desportistas.

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